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In love with... The Ballis Band

Grupo de jovens amigos, oriundos de Évora, decidem criar The Ballis Band com o intuito de se divertir e passar bons momentos ligados à música. Apesar de juntos desde 2006, o primeiro EP  da banda foi gravado e lançado em Junho de 2009 nos Estúdios João Cágado, onde podemos encontrar 7 temas originais dos Ballis.

Referente a actuações ao vivo, a banda esteve presente no MusicBox e no Bacalhoeiro (em Lisboa) bem como em muitos locais da sua cidade Natal e, em 2009, ganhou o primeiro lugar no Concurso de Música de Grândola.

O nome do grupo teve origem no apelido do ex-baterista - Chico Ballis -  que remete para um espírito de vida "sem preocupações e apreciando os pequenos prazeres que ela nos oferece".

Aconselho vivamente a que quem não conhece que tente arranjar o EP, ouça com atenção e desfrute o som. Na minha opinião o que falta à banda é divulgação e, por isso e porque estou colada neste EP, decidi fazer este post. Uma das coisas que também poderia estar divulgada é a letra de cada música, tendo em conta que algumas até estão em francês não é muito fácil consegui-las ;).

Podem consultar mais pormenores da banda através do seu MySpace e do seu espaço no Last.fm.

The Ballis Band - Soundleaf

Black Keys

 
O quê? O que é isto? Ricardo! Outra banda genial que ninguém conhece que nos mostras, deixa-me já fazer um download ilícito!!

É verdade, por estranho que pareça conheci-os faz pouco tempo, por meados da primeira semana do fatídico mês de Abril ou Maio do ano de 2010, tudo porque.. não me lembro o porquê.
Saquei a discografia e quando olhei para ela vi uma música Strange Times, pensei eu, Cover de Doors talvez, não era, no entanto gostei da sonoridade, essa que anda por volta do indie/blues rock, qualquer coisa que poderá ser relacionada com White Stripes em algumas músicas e por serem também dois músicos apenas.
Estranhei também eles já terem alguns anos de carreira e alguns cd's lançados, estes dois rapazes são de Ohio, juntaram-se em 2001 e gostam de fazer rock cru e com o seu principal elemento no centro das atenções, a guitarra.
Começaram em 2002, com o seu primeiro álbum e uma coisa que me cativou foi o facto de 2002 até 2010 terem lançado já 6 álbuns, 2 ep's e uma bootleg, talvez uns revivalistas como eu, se é que me entendem.
Sobre os álbuns pouco posso dizer, pois são 6, tenho os ouvido mas ainda não os distingo, no entanto penso que são músicas bastante agradáveis ao ouvido, uma voz não fora do normal mas que não deixa a desejar, uma bateria talvez mais marcante que em White Stripes, mas um guitarrista também não tão elaborado.
No fundo, influência dos blues, rock de garagem no contexto indie.

Maria Clementina



"Frescos, doces e sumarentos", assim se espelham os Maria Clementina. São compostos por quatro personagens desenhados a preto e branco (imagem gráfica assinada pela ilustradora Vanessa Teodoro - SuperVan), de quatro artistas nacionais e cuja verdadeira identidade é desconhecida. Raquel Menina é a vocalista, Juca Pavico o responsável pela guitarra, piano e voz, Enrique Mita pelo baixo, banjo e ainda voz e Manuel de Malta pela bateria, theremin e outros instrumentos.
Trata-se de uma banda geograficamente separada, que ensaia e compõe de forma cósmica, ou seja, à distância virtual da internet. Assim, as formas terrenas dos alter-egos que constituem a banda só se juntam verdadeiramente em estúdio para gravar.
Segundo o Myspace dos Clementinas, consta que «a banda nasceu, verdadeiramente, na cabeça de Manuel de Malta no exacto momento em que os seus lábios pousaram nos de Raquel Menina pela primeira vez - ocasião em que, em vez dos habituais fogos de artifício, Manuel de Malta diz ter começado a ouvir um conjunto de acordes maiores em progressão cromática tocados por um órgão Cassione de 1982. "Se um dia tivermos uma filha, chamamos-lhe Maria Clementina" terá dito, embriagado pelos cabelos cor de clementina de Raquel e pelo amor que logo ali sentiu, ainda que sem perceber por que carga de água (ou sumo de clementina) o Cassione tinha vindo substituir os foguetes do costume. "Uma filha? Primeiro faz-me uma banda, depois logo se vê", respondeu Raquel Menina a cantar e com o espírito prático que, apesar das aparências, a caracterizava.»
Com um estilo que classificam como ruralo-pop-inconformado, os Maria Clementina lançaram como single de avanço o tema "Veio a Maria Clementina", que fica no ouvido e protagoniza o anúncio do B! Clementina, sendo também divulgado nas rádios para abrir o apetite de todos.
E abrir o apetite para quê? Para um EP com 4 músicas. que está a propósito a ser distribuído com a edição de Julho de 2010 da BLITZ - nº49. As músicas foram compostas em parceria entre os artistas que assinam Manuel de Malta e Enrique Mita, o "cowboy de Tondela". Sabe-se por último que o grupo não pensa para já dar concertos nem editar qualquer álbum.

Por fim, a pergunta que assola a mente de muitos: "Quem são os Clementinas?!" Bom, quanto ao Manuel, nos locais que pesquisei não detectei sugestões dos cibernautas  acerca de nomes para a sua verdadeira identidade. Relativamente à voz feminina, aponta-se para o verdadeiro nome de Raquel artistas como Susana Félix, Maria de Medeiros ou mesmo Lena d'Água, mas não existe consenso. Porém, escrevendo agora unicamente de acordo com os meus sentidos, naquilo que concerne ao Clementina Enrique não tenho quase dúvida de que se trata do senhor Úria (que interpreta a primeira parte do single já mencionado), enquanto que o Clementina Juca dá pelo verdadeiro apelido de Bettencourt (interpreta a segunda parte do single, se assim se pode dizer). Alguém tem mais opiniões? É favor partilhar.
Para conhecerem melhor o projecto Maria Clementina consultem o seguinte link, considerei engraçado. Por ora é tudo, podem visionar supra o clip "Veio a Maria Clementina".

Samuel Úria


Encontrei-o por acaso, num concerto de bolso. E hoje descobri que estou entre os seus principais ouvintes no last.fm. Refiro-me a Samuel Úria, que considero óptimo entertainer, pelas oportunidades que tive de assistir a performances live.


Natural de Tondela, hoje com 30 anos e professor “nómada” de Educação Visual, estabeleceu-se desta vez por Lisboa por força do lançamento de “Nem Lhe Tocava”.


Mas Samuel Úria não é novo nestas andanças da música. Em 2003 iniciou-se com "O Caminho Ferroviário Estreito", editado pela baptista FlorCaveira e reunia 15 canções gravadas por si mesmo, acabando por passar 5 anos indiferente ao público. Em 2008, com um público mais vasto, editou o EP "Em Bruto", composto por 5 temas – destaque para Barbarella e Barba Rala –, actualmente esgotado. Agora, após sucessivos atrasos, o cantor lança "Nem Lhe Tocava" (2009), um primeiro disco sério, em parceria com a Valentim de Carvalho.

Nos seis anos que separam os álbuns, a música de Samuel Úria mudou. “É um disco, por um lado, mais comercial, mas por outro, menos comercial”, considera o cantautor. “Hoje em dia, se fores um gajo mais ou menos marginal, como eu sou, e não fizeres musica estritamente alternativa, corres o risco de vender menos”.


Para além disto, o seu futuro é uma incógnita. “Chegámos a um certo patamar sem saber como lá fomos parar. Não sei o que vai acontecer no futuro, podemos ser surpreendidos e podemos não o ser. Não sei.”


Não resisti a publicar a deliciosa descrição de Jacinto Lucas Pires sobre o trabalho do cantautor.



Samuel sobre os abismos


Se António fundia Braga e Nova Iorque, Samuel atravessa Dylan e Paião, Vitorino e Waits. Se Variações soube pôr mundo no Minho, Úria põe este mundo no outro, e o outro neste, e tudo em breves canções orelhudas. Mas, por favor, nada de mal-entendidos. Este artista é de sínteses, não é sintético. Isto é música muito humana, de carne e osso, verdadeira e impura, cordas, respirações, arranhões, falsetes. Um cantautor a sério a brincar com o seu tesouro. O quê, nomes, História? Bem, vamos a isso: Zeca Afonso, António Variações, Sérgio Godinho e – Samuel Úria. Sim, isso mesmo. E não, não é nenhum “por exemplo”.


Esta música não tem medo de atacar o clichê mesmo no meiinho, naquele ponto onde ele é mais sensível. Vira-o, desvira-o, reinventa-o de tal maneira que, quando damos por nós, estamos a olhar-nos ao espelho destes monumentos disfarçados de coisa respigada. Para os alternativos, fica o aviso: não se assustem com o aparato de produção, não há aqui nenhum “compromisso”, nenhuma “cedência”. Pelo contrário, este “Nem Lhe Tocava” (que título do caraças, meu) é objecto perigoso, perigosíssimo. E, para os convencionais, só um recado: ouçam sem preconceitos, sem pressas, com a calma possível, no meio do mundo, e depois vejam que tal. Em verdade vos digo, Samuel Úria é tão bom que devia ser proibido. Ele compõe, escreve, toca, canta, teatra, arranja, dispara mais rápido que qualquer sombra, faz tanto e tudo bem. Mais que bem, brilhantemente, incrivelmente, genialmente, despretensiosamente. Mas, pois, não me puxem pelo advérbio.


Podia falar de “Não arrastes o meu caixão” – quando primeiro a ouvi, arrisquei que era um fado-spaghetti, agora não sei se não será mais um western-sarrabulho – ou de “Rua da Fonte Nova, 171” – um ar-de-blues ao mesmo tempo comovente e contido – ou de “Teimoso” – sucesso pop em falsete fabuloso que põe Beck e PREC na mesma faixa –, mas, num disco destes, é demasiado difícil escolher só uma canção, só duas, só três. À volta de “Nem lhe tocava” devia haver uma fita vermelha com o aviso: aqui há mesmo 12 canções.


Não, para falar desta grandeza, temos de nos socorrer dos clássicos, não há hipótese. Samuel Úria diz-se “músico ligeiro”, mas o facto é que estas canções conseguem, e citemos Drummond, “erguer-se em arco sobre os abismos”.

Jacinto Lucas Pires


Strokes


Em jeito de introdução gostaria de começar por falar no estilo indie, conceito criado, salvo erro, em meados dos anos 90, estava empregue, em grande parte, aquelas bandas que assinavam por pequenas editoras, no entanto muitas destas bandas revelaram-se bastante boas o que fez com que se mudasse o conceito, dentro da musicalidade do género não há dúvida que é rock, apesar de existirem bandas bastante diferentes, mais electrónicas, mais rock n' roll ou alternativo, o rock está presente. O conceito surge na Inglaterra pegado e misturado com o Britpop.
Note-se que considero que tenha sido criado nos anos 90, no entanto existem bandas anteriores dos anos 80 e início dos 90 que também poderiam ser consideradas indie rock, falo de Pixies, Stone Roses, Meat Puppets, havendo, como disse antes, relações com o britpop e sons mais distorcidos a nível americano.
Assim sendo penso que é um género que marca tanto esta década que está a acabar como a de 90 apesar do seu conceito ambíguo.
Surgem assim os Strokes em 1998, vindos de nova iorquino, o seu vocalista, Julian Casablancas, peça central, e de notar que o baterista é brasileiro, Fabrizio Moretti.
A banda lançou o primeiro EP em 2001 com três músicas, uma delas ainda se pode ouvir bastantes vezes pelo Bairro Alto, falo da Last Nite. Nesse mesmo ano lançaram o álbum Is This It com os singles Hard to Explain, Someday e Last Nite, na minha opinião o melhor álbum da banda até à data. Is This It garantiu no ano seguinte aos Strokes 11 nomeações nas diferentes entregas de prémios, arrecadando 5 prémio.
Em 2003 lançam o Room on Fire, com 3 singles, 12:51, Reptilia e The End Has No End, um álbum menos conseguido, com apenas uma nomeação para melhor banda do ano de 2003 e sem nenhum hit como tinham sido os 3 singles do álbum anterior.
Por fim, em 2006, lançam o seu último álbum (estão agora a produzir o quarto) First Impressions of Earth, voltando a por os Strokes no topo do indie rock, com os singles Juicebox, Heart in a Cage e You Only Live Once, destaque pessoal para o primeiro destes, a banda ganhou nesse ano o prémio de melhor banda internacional NME, não querendo isso dizer nada claro.
 Este vídeo está lindo, basta aparecer o Jack White
 

P.s. O vocalista esteve bum colégio na Suíça porque supostamente tinha problemas com o álcool no entanto penso que eles continuam!